Existe uma história, justamente a que mais prevalece ainda
nos dias atuais, que é a forjada no paradigma do materialismo subjacente. Porém
para os espíritas cristãos, o movimento do mundo e da humanidade compreende outra
história, que não descarta necessariamente a primeira, mas é bem mais ampla e
“explica” melhor as profundas dicotomias, áreas obscuras e mesmo os paradoxos
dessa história científica materialista.
Tal História é a contada pelos espíritos que se comunicam
conosco, os encarnados, através dos canais da mediunidade.
O Espiritismo e a ciência espírita, codificada desde meados
de 1850 pelo eminente sábio e educador Allan Kardec, deram a esse movimento
histórico sub-reptício – falo sub-reptício na medida em que engloba o Plano
Sutil, ou Plano Espiritual – um direcionamento absolutamente lógico,
compreensível, cristalino e regido por Leis Divinas, e não somente pelas precárias leis humanas.
Kardec não inventou tais comunicações, pois que tal saber caminhou desde sempre
com a própria humanidade, apenas deu-lhe ordem e caráter científico.
Para os que ainda não são iniciados nesse saber, uma das obras mediúnicas
fenomenais que poderíamos recomendar seria PAULO E ESTEVÃO, ditada por Emmanuel
ao especialíssimo médium Chico Xavier. Essa obra acabou de completar 70 anos,
em 2012. E Emmanuel, foi em suas sucessivas vidas na matéria, o Senador Públio
Lentulos, à época de Jesus; depois foi o escravo grego Nestório, que também
deixou sua marca no movimento cristão da época dos martírios e testemunhos;
outra encarnação conhecida de Emmanuel tem muito a ver com a história
brasileira, quando se chamava Padre Manoel da Nóbrega.
Pois são inúmeras as obras mediúnicas que nos possibilitam
acompanhar uma “outra história” do mundo, muito além da visão dos ganhadores de
guerras e dos poderosos. Cito outra obra fantástica, ditada pelo grande
escritor brasileiro Humberto de Campos, também a Chico Xavier – Brasil Coração
de Mundo Pátria do Evangelho.
Ivone Pereira, outra médium extraordinária, tanto quanto
Chico, em termos de facilidades para psicografar, vêm também explicar-nos pormenorizadamente
os “mistérios” das conexões que vão levando esse “movimento” da história. Ivone
Pereira psicografou eminências como Leon Tolstoi, Camilo Castelo Branco,
Bezerra de Menezes e outros. Leon Tolstoi, por exemplo, em uma das obras
chamada Ressurreição e Vida, esclarece, além de nos deixar estarrecidos, sobre
uma próxima vida de um conhecido personagem da história russa: Ivan O Terrível.
A história oficialesca é tão ilusória como o é a nossa vida
na matéria. Um “maya”, na linguagem dos grandes sábios do oriente. Sem sabermos
o que se passa além do “mundo da neblina” – assim denominam muitos espíritos
desencarnados este nosso mundo material – não poderemos jamais atinar com os
porquês de determinadas “injustiças”, ou “incongruências” filosóficas,
sociológicas e de toda ordem dos pontos de vista da ciência puramente
materialista.
É essa “outra” ou verdadeira história que nos chega como um
presente Divino. É tão maravilhosa, tão esclarecedora! É bela! Cheia de real
esperança, mas também nos mostra o tanto de enormes sacrifícios de sangue suor
e lágrimas com que tem sido feita. Não o sangue das batalhas por ouro e
glórias, mas o do sofrimento silencioso, assim como foi o de Maria aos pés da
Cruz de Jesus.
É por isso que neste espaço blogueiro, lá nas primeiras
páginas, colocamos algo sobre os mártires do cristianismo primevo, daqueles que
conscientemente deram-se às feras, às ignomínias do ser humano brutal, às
fogueiras, às decapitações, às torturas horrendas e à cruz, para mudar,
testemunhando a inevitabilidade do progresso e da evolução, atestando o Amor, a
igualdade entre os seres humanos, a paz e a crença no Deus único.
Dentre as brilhantes compreensões filosóficas religiosas do
mundo, como o hinduísmo, o budismo, o mazdaísmo, o xintoísmo, o islamismo e a
nossa íntima luz que é o cristianismo, o espiritismo se sobressai como uma
super luz para os tempos modernos. É um cristianismo racionalizado, do
iluminismo, do desmascaramento dos falsos ídolos e falsos profetas e sobretudo
do consolo adrede prometido por Jesus.
No Espiritismo temos as obras básicas, como pilares
fundamentais (O Livro dos Espíritos, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Livro
dos Médiuns, O Céu e o Inferno, A Gênese, e também as Obras Póstumas). E ao
longo desses últimos dois séculos, temos sido agraciados com as chamadas “obras
complementares”, por espíritos escritores via mediunidade, como Emmanuel, André
Luiz, Victor Hugo, Tolstoi, etc., para não falarmos dos sábios da época da
codificação, como Sócrates, Fénelon, Santo Agostinho e outros. Conhecer essa
visão e ir montando esses “quebra-cabeças” é imprescindível para uma real
compreensão da história e da própria vida no Planeta Terra.
Como todo território novo, é para ser desbravado passo a
passo, sem pressa, mas com muita determinação, e observando o próprio ensino
dos espíritos, ou seja, sem deixarmos de passar tudo, mas tudo mesmo, pelo
filtro da nossa razão e inteligência, afim de não cairmos no pântano das
mistificações e engodos. Bem, estudemos o espiritismo, e não apenas o
espiritismo. Estudemos tudo o que mereça ser estudado. Lembro aqui um
ensinamento do Espírito Verdade, através do Codificador: Amai-vos e
Instruí-vos!

