quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

CRISTIANISMO E HISTÓRIA


Existe uma história, justamente a que mais prevalece ainda nos dias atuais, que é a forjada no paradigma do materialismo subjacente. Porém para os espíritas cristãos, o movimento do mundo e da humanidade compreende outra história, que não descarta necessariamente a primeira, mas é bem mais ampla e “explica” melhor as profundas dicotomias, áreas obscuras e mesmo os paradoxos dessa história científica materialista.
Tal História é a contada pelos espíritos que se comunicam conosco, os encarnados, através dos canais da mediunidade.
O Espiritismo e a ciência espírita, codificada desde meados de 1850 pelo eminente sábio e educador Allan Kardec, deram a esse movimento histórico sub-reptício – falo sub-reptício na medida em que engloba o Plano Sutil, ou Plano Espiritual – um direcionamento absolutamente lógico, compreensível, cristalino e regido por Leis Divinas,  e não somente pelas precárias leis humanas. Kardec não inventou tais comunicações, pois que tal saber caminhou desde sempre com a própria humanidade, apenas deu-lhe ordem e caráter científico.
Para os que ainda não são iniciados nesse saber, uma das obras mediúnicas fenomenais que poderíamos recomendar seria PAULO E ESTEVÃO, ditada por Emmanuel ao especialíssimo médium Chico Xavier. Essa obra acabou de completar 70 anos, em 2012. E Emmanuel, foi em suas sucessivas vidas na matéria, o Senador Públio Lentulos, à época de Jesus; depois foi o escravo grego Nestório, que também deixou sua marca no movimento cristão da época dos martírios e testemunhos; outra encarnação conhecida de Emmanuel tem muito a ver com a história brasileira, quando se chamava Padre Manoel da Nóbrega.
Pois são inúmeras as obras mediúnicas que nos possibilitam acompanhar uma “outra história” do mundo, muito além da visão dos ganhadores de guerras e dos poderosos. Cito outra obra fantástica, ditada pelo grande escritor brasileiro Humberto de Campos, também a Chico Xavier – Brasil Coração de Mundo Pátria do Evangelho.
Ivone Pereira, outra médium extraordinária, tanto quanto Chico, em termos de facilidades para psicografar, vêm também explicar-nos pormenorizadamente os “mistérios” das conexões que vão levando esse “movimento” da história. Ivone Pereira psicografou eminências como Leon Tolstoi, Camilo Castelo Branco, Bezerra de Menezes e outros. Leon Tolstoi, por exemplo, em uma das obras chamada Ressurreição e Vida, esclarece, além de nos deixar estarrecidos, sobre uma próxima vida de um conhecido personagem da história russa: Ivan O Terrível.
A história oficialesca é tão ilusória como o é a nossa vida na matéria. Um “maya”, na linguagem dos grandes sábios do oriente. Sem sabermos o que se passa além do “mundo da neblina” – assim denominam muitos espíritos desencarnados este nosso mundo material – não poderemos jamais atinar com os porquês de determinadas “injustiças”, ou “incongruências” filosóficas, sociológicas e de toda ordem dos pontos de vista da ciência puramente materialista.
É essa “outra” ou verdadeira história que nos chega como um presente Divino. É tão maravilhosa, tão esclarecedora! É bela! Cheia de real esperança, mas também nos mostra o tanto de enormes sacrifícios de sangue suor e lágrimas com que tem sido feita. Não o sangue das batalhas por ouro e glórias, mas o do sofrimento silencioso, assim como foi o de Maria aos pés da Cruz de Jesus.
É por isso que neste espaço blogueiro, lá nas primeiras páginas, colocamos algo sobre os mártires do cristianismo primevo, daqueles que conscientemente deram-se às feras, às ignomínias do ser humano brutal, às fogueiras, às decapitações, às torturas horrendas e à cruz, para mudar, testemunhando a inevitabilidade do progresso e da evolução, atestando o Amor, a igualdade entre os seres humanos, a paz e a crença no Deus único.
Dentre as brilhantes compreensões filosóficas religiosas do mundo, como o hinduísmo, o budismo, o mazdaísmo, o xintoísmo, o islamismo e a nossa íntima luz que é o cristianismo, o espiritismo se sobressai como uma super luz para os tempos modernos. É um cristianismo racionalizado, do iluminismo, do desmascaramento dos falsos ídolos e falsos profetas e sobretudo do consolo adrede prometido por Jesus.
No Espiritismo temos as obras básicas, como pilares fundamentais (O Livro dos Espíritos, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Livro dos Médiuns, O Céu e o Inferno, A Gênese, e também as Obras Póstumas). E ao longo desses últimos dois séculos, temos sido agraciados com as chamadas “obras complementares”, por espíritos escritores via mediunidade, como Emmanuel, André Luiz, Victor Hugo, Tolstoi, etc., para não falarmos dos sábios da época da codificação, como Sócrates, Fénelon, Santo Agostinho e outros. Conhecer essa visão e ir montando esses “quebra-cabeças” é imprescindível para uma real compreensão da história e da própria vida no Planeta Terra.
Como todo território novo, é para ser desbravado passo a passo, sem pressa, mas com muita determinação, e observando o próprio ensino dos espíritos, ou seja, sem deixarmos de passar tudo, mas tudo mesmo, pelo filtro da nossa razão e inteligência, afim de não cairmos no pântano das mistificações e engodos. Bem, estudemos o espiritismo, e não apenas o espiritismo. Estudemos tudo o que mereça ser estudado. Lembro aqui um ensinamento do Espírito Verdade, através do Codificador: Amai-vos e Instruí-vos!



segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

ESPANTOS

Neste mundo de tantos espantos,
Cheio das mágicas de Deus,
O que existe de mais sobrenatural
                                      São os ateus...




_____________________
Poeta Mário Quintana
in BAÚ DE ESPANTOS, 4ª ed. EDITORA GLOBO, pag.31

LIBERDADE


Anjo da libertação
Que um dia desatarás os nós que me escravizam a este corpo,
Eu te louvo desde já,
Te agradeço desde já,
Abraço-te agora e sempre,
Pois sei que maior e mais felicidade que liberdade
Não há.

Liberdade de voar,
De expandir mais a visão,
Sacudir a dor destas doenças mortais,
Recuperar a teia do conhecimento causal,
Reencontrar velhos amores,
Ó maravilhas que só a libertação dará!

Mas neste momento então,
Preciso pedir perdão,
Afoito como só eu sou,
Ajuda-me não ser fujão,
Covarde de ocasião
E a usar melhor as mãos
Realizando as tarefas, semeando o pão.
Do passo a passo divino do Evangelho Cristão.
___________________________________________
Madrugada do dia 21.01.2013
Ingleses do Rio Vermelho (Santinho) – Ilha de Santa Catarina



OS PERIGOS DE SABER


O perigoso de se saber muito
É a prepotente arrogância do finito
Sobre o infinito,
A triste pretensão de sentir-se maior do que o impossível
E os melhores poetas sempre
Sempre
Caem nessa armadilha
Até Walt Whitman
Nas relvas das suas preciosas pisadas
Também chicoteou o humilde carpinteiro,
Aquele, o único, O Escolhido,
O Filho do Pai que tinha (e tem) o Infinito Amor
No seu coração – e na palma da mão –
Para saciar a sede desta
                 Pobre humanidade ignorante,
Escrava do egoísmo e do orgulho –
Chagas da superação.

Sem problemas!
Whitman, Neruda, Vinicius, qualquer dos sábios
Acrobatas das palavras,
Sempre serão perdoados,
Seus pequenos deslizes nem arranham
O Plano da Criação.
“Nenhuma das ovelhas se perderá”,
Nem essas mais brilhantes renegadas,
Desgarradas,
Distanciadas do rebanho.

Ó velha e humana vaidade!
Basta incursionar nas matemáticas,
Nas equações da racionalidade que prova,
Pra se descobrir que ao finito (todos nós)
Jamais será dada a possibilidade da compreensão do Infinito,
Que de pena e puro Amor
Enviou-nos um dia este Jesus Carpinteiro, e este a Buda,
Maomé, Krishina, Sai Baba e Prema Sai,
Para amenizar a dor da nossa imensa orfandade
Neste caminhar no Eterno – mariposas,
Em busca da lâmpada,
Do fogo,
Da Luz,
Pra diluir toda esta terrível pequenez cósmica,
Mas... pero,
 Jorge Luiz Borges, este dos de nós pequenos, um gigante,
Arriscou assim
“... La puerta Del suicida está abierta, pero lós teólogos afirman
Que em La sombra ulterior Del outro reino, estaré yo,
Esperándome.” (*)
Por las dudas, ou melhor, por sábio ...
Não brincou demais com essas portentosas forças
Do Reino do humilde Carpinteiro.
Sim, todos se salvam ao final, até Saramago
Com seu Evangelho que nunca li – admito,
Mas prefiro essa sagacidade do Borges que
Em palavras elevadas é apenas  o povo que diz
“No creo em brujas, pero ...”